Salmo 24 - Salmo da Davi
1 Ao SENHOR
pertencem a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele habitam.
2 Porque ele a
estabeleceu sobre os mares e firmou-a sobre as correntes.
3 Quem subirá
ao monte do SENHOR, ou quem poderá permanecer no seu santo lugar?
4 Aquele que é
limpo de mãos e puro de coração; que não entrega sua vida à mentira, nem jura
com engano.
5 Esse
receberá uma bênção do SENHOR e a justiça do Deus que lhe dá salvação.
6 Assim é a
geração dos que o buscam, dos que buscam tua presença, ó Deus de Jacó.
Interlúdio
7 Levantai, ó
portas, as vossas cabeças;* levantai-vos, ó entradas eternas, para que entre o
Rei da Glória.
8 Quem é o Rei
da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na batalha.
9 Erguei-vos,
ó portas; erguei-vos, ó entradas eternas, para que entre o Rei da Glória.
10 Quem é esse
Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos; ele é o Rei da Glória.
(Almeida 21)
O
salmista foi Davi, o rei. O rei das batalhas, o rei das vitórias, o rei da
conquista de toda a terra prometida, ajuntando todas as tribos e conquistando
todos os inimigos. Porém, isto não lhe traz arrogância e olhares para si mesmo
neste salmo, mas a visão daquele a quem pertencem todas as coisas: Eu sou o que
sou. Eu sou o que sou é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Eu sou o que sou é o
Deus revelado a Moisés, citando "seu nome". Este é o SENHOR a quem pertence a
terra! O grande EU SOU é o dono da terra, e tudo que existe no mundo é dele,
são seus os habitantes desta terra. Ricos, pobres, de qualquer língua e nação,
justos e injusto, todos pertencem ao EU SOU.
Pertencem, pois ele criou.
Todas as coisas foram feitas por intermédio
dele, e, sem ele, nada do que foi feito existiria. Mas isso se refere a ao
Filho, não ao Deus Pai. Porém, quando vemos o EU SOU, nos referimos a Deus, tão logo
nos referimos ao Verbo, ao Filho. No
princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O
Verbo é Deus. Jesus é o EU SOU. Jesus disse “Por
isso vos disse que morrereis em vossos pecados; porque, se não crerdes que Eu
Sou, morrereis em vossos pecados” em João 8.24, frisando que todos os que
não crerem que ele é o EU SOU, morrerão em seus pecados. Jesus criou todas as
coisas, Jesus é o dono de tudo o que existe, dono da terra, do mundo, e de quem
habita nele, pois o criou o mundo, estabeleceu sobre os mares e firmou sua
criação. A divindade de Cristo mostra seu domínio universal.
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O
salmista, em poesia e canto, pergunta quem subirá para habitar com o EU SOU,
divino criador, achega-se a ele e permanece perante sua santidade. Davi responde
a si mesmo, em tom de adoração: o que é limpo de mãos, puro de coração, não
entrega a vida à mentira, não jura com engano. Para a comunhão com a luz, não
pode haver trevas! A perfeição é exigida e é encontrada nos adoradores de Deus.
Porém, olhando nossas mãos, nosso coração, nossa vida e nossas palavras, nós e nenhum
outro filho de Adão consegue ser assim. Não temos, em nós, a capacidade de
sermos perfeitos ou bons o suficiente para habitarmos com Deus.
Mas, há um homem que pode, há um homem que é.
Um homem
sem pecados nas mãos, sem mal no coração, que é a própria verdade e toda
palavra, sem chance de engano, será cumprida. Esse é o que possui toda benção
divina e a quem pertence salvação, em quem há geração exclusiva de quem busca a
Deus. O próprio Deus se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de
verdade. Este homem perfeito é o próprio Deus, é o próprio EU SOU. Ele veio
para resgatar-nos, e ele é digno de subir ao monte do Senhor, fumegante, com
trovões, relâmpagos de luz inacessível. Ele é digno de permanecer no santo
lugar, e veio nos falar de um caminho para lá. Veio nos mostrar que ele é este
caminho. Veio restaurar o homem que não pode salvar-se a si mesmo, veio ser o
Rei, mas os seus não o receberam. Foi perfeito e poderoso em obras, curando,
ensinando, amando.
O
que fizemos com ele?
Ele tinha mãos limpas, santas e imaculadas, mas
depositamos nosso pecado sobre elas. Ele tinha um coração puro, como nenhum
outro pode ser, mas escolhemos soltar Barrabás. Ele não se entregou a mentira,
mas o entregamos à condenação dissimulada de um inocente, sob falsas
testemunhas e distorcidas acusações. Ele não jura com engano, mas tentávamos
suas palavras dizendo: “Se és Filho de Deus, desça da cruz, salve a si mesmo”.
Mas ele não precisava ser salvo, mas foi cuspido, surrado, zombado, blasfemado
e castigado. Em nosso lugar. Foi humilhado como nenhum de nós, mas no lugar de
todos nós. O único digno foi morto.
Mas importava que fosse assim.
O
povo que viu as maravilhas de Deus ao ser liberto do Egito não ouviu a voz de
Deus, e seu pecado foi punido com o envio de serpentes venenosas. Porém, uma
serpente de bronze levantada sob a ordem de Deus foi a salvação de todo aquele
que, mordido, olhasse para a serpente. Não apenas um olhar curioso, nem um
olhar com suspeitas, mas um olhar de dor e sofrimento em direção da única
salvação possível. Como Jesus disse a Nicodemos em João 3.14-15: "E, como
Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja
levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida
eterna." Levante seus olhos e o veja, pois não há outro lugar onde podemos
ver salvação, não há outra cura para nossa rebelião, não há outra visão a não
ser daquela cruz, onde o carpinteiro que tanto pregou madeiras em sua vida foi pregado num madeiro na sua morte. Ele foi levantado numa cruz e feito
maldito em nosso lugar, mas foi ressuscitado dos mortos e feito o mais bendito
entre todos os homens. Ao que foi feito maldito na cruz, Deus o fez bendito por
todos os séculos. Nós, em vestes limpas pelo seu sacrifício e mais brancas que
a pura e límpida neve, bradamos que seja bendito o cordeiro.
O servo sofredor que agonizou no Jardim intercedendo "Aba", que
padeceu no Calvário dizendo "Deus meu, Deus meu, por que me
abandonaste", é o mesmo que foi feito Senhor e Cristo, e que nos diz:
"Todo poder o Pai me deu na terra e no céu". E seu poder na terra é
sua soberania sobre tudo o que existe, mas especialmente sobre uma geração,
aquela que busca a face do Deus de Jacó, e vê essa face em Cristo. Mas seu
poder no céu é de domínio e majestade. Ele conquistou-nos e, por seu
sacrifício, pagou o preço dos nossos pecados, nos tornando puros nele, para ele
e através dele.
Esse
Jesus foi morto e, permanecendo assim três dias, levantou-se novamente. Ao
terceiro dia ele ressuscitou. Ressurgiu em esplendor de poder e majestade, e
ele vive. O autor da vida venceu a morte e está vivo! A promessa foi que ele
viveria novamente, a promessa foi que o servo de Deus não veria a corrupção de
seu corpo, a promessa foi que o servo sofredor prolongaria seus dias, e ele não
faz promessas com engano. O homem perfeito e Deus perfeito surgiu novamente em
resplendor, sendo o primogênito da criação e agora, o primogênito dos mortos,
em uma restauração de sua criação.
Esteve com os seus por quarenta dias e
retornou para a glória, ascendendo aos céus. Este relato é grandioso neste
salmo. Levantai, ó portas, as vossas cabeças! O momento da ascensão do Cristo ressurreto e vitorioso, que enfrentou a
batalha que nós não poderíamos, é cantado como a entrada de Jesus aos portões
celestes! Levantai, ó portas, as vossas cabeças! Levantai-vos, entradas
eternos, para que entre o Rei da Glória. Em outras palavras, abram-se os
portões da eternidade, pois entrará o rei. Quem é este Rei? É o EU SOU vitorioso,
forte leão da Tribo de Judá, que é poderoso na batalha e que se assenta à
destra do Pai. Apenas ele é totalmente digno, em si mesmo, de adentrar e
permanecer na santa morada!
Mas, cada um de nós, igreja, entraremos com ele.
O
que ele consumou nos dá vestes limpas e faz-nos sermos chamados de santos, e
permaneceremos com ele, adentrando os portais eternos. Como a cabeça entraria,
e não seu corpo? Como o esposo entraria sem a esposa, sendo um só? Como um rei
não regeria seu reino para lá, sem o povo que lhe pertence? Como um irmão
deixaria seus irmãos, embora adotivos, fora de sua família, adotados com todo
seu amor. A ressureição e ascensão de Cristo nos traz esta gloriosa mensagem
de esperança: ele entrou nos céus e, unidos pela fé que nos concede o grande
autor da fé, entraremos também com ele, pois ele virá. Jesus está vivo, e temos
a certeza de que o Rei da Glória adentrará novamente os céus, mas conosco.
Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai e erguei-vos, entradas eternas.
Esta é a geração dos que buscam tua face, grande EU SOU, e a vemos no Filho,
Jesus. Jesus é o Rei da Glória.
Sermão da manhã de Páscoa pregado na 3ª Igreja Batista em Presidente Prudente
Sermão da manhã de Páscoa pregado na 3ª Igreja Batista em Presidente Prudente
Muito bom. Que Deus continue usando sua vida na exposição do evangelho.
ResponderExcluirFoi humilhado como nenhum de nós, mas no lugar de todos nós. O único digno foi morto...
ResponderExcluirO que ele consumou nos dá vestes limpas e faz-nos sermos chamados de santos, e permaneceremos com ele, adentrando os portais eternos. Como a cabeça entraria, e não seu corpo? Como o esposo entraria sem a esposa, sendo um só? 🙌🙌🙏🙏
❤!
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