sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Falsa expectativa cristã... nas urnas

Estamos na reta final das eleições presidenciais e vemos uma guerra nas redes sociais entre bandeiras azuis e vermelhas. Defendendo seu candidato, pessoas perdem amizades, apelam para as mais sórdidas ofensas, acusam sem subsídios e até mesmo fazem humor para denegrir ou apreciar os candidatos.

No meio desses incontáveis debates, estão os cristãos. Como bons cidadãos, tentam demonstrar seu posicionamento e propagar suas ideias a favor de um candidato. Todavia, por vezes, entram em caminhos tortuosos para defendê-los. Alguns, mais perspicazes, apenas criticam um dos lados para não ter que defender o outro. Muitos esperam um presidente que salve o Brasil.

Os que defendem um candidato como solução vão se decepcionar. Infelizmente, nenhum dos dois candidatos é cristão e nem pretendem governar baseados na vontade de Deus. Qualquer presidente terá problemas e trará problemas. Deve ser apoiado nas boas decisões e reprovado nas más.



Os que apenas desejam a derrota de um deles, sem apoiar o outro, não devem temer o presidente. O possível avanço de um regime socialista, um financiamento governamental da militância LGBT e um declarado apreço pelo islamismo são características que realmente merecem ser combatidas pela igreja e não podem ser ignoradas. Porém, não são os únicos inimigos da igreja nem as únicas práticas de gestão que ofendem ao Deus altíssimo. Logo, para que tamanho desespero? Como o pastor presbiteriano Augustus Nicodemus publicou recentemente, um cristão deve estar pronto para toda e qualquer autoridade danosa, seja um César no Império Romano, seja um Hitler na Alemanha. Não deve apoiar nem votar contra o cristianismo, mas deve estar preparado para viver Cristo debaixo das piores autoridades governamentais. Afinal, César ou Hitler seriam líderes tão ruins quanto merecemos? Não. Vivemos numa nação depravada pelo pecado, cheia de superstições, com níveis alarmante de falsos líderes religiosos e, ainda, que possui a mim, miserável pecador, como cidadão. Estou certo de que não teremos um presidente tão bom quanto desejamos, nem tão mau quanto merecemos.

Entretanto, não precisamos nos preocupar. Em Isaías 37:27, a respeito de Senaqueribe, rei da Assíria, Deus diz:

“Por causa do teu furor contra mim, e porque a tua arrogância subiu até aos meus ouvidos, portanto porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio nos teus lábios, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste”

O profeta narra que, ainda que o rei de uma grande potência reine em furor contra Deus, o nosso Criador põe anzol em seu nariz e freio nos seus lábios, fazendo-o voltar de onde veio. Não temam, irmãos. Os reinos terrestres nunca farão tremer o reino celeste. Afinal:

“O SENHOR reina; tremam os povos” (Sl 99:1a)

Não devemos manter nossas esperanças em qualquer presidência brasileira. Esperemos pelo Rei dos reis e a consumação do reino, a partir do qual ele já rege, assentado acima dos querubins, à destra do Pai.

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